Um Amor Zeloso

“Têm ouvidos, mas não podem ouvir, nariz, mas não podem sentir cheiro; têm mãos, mas nada podem apalpar, pés, mas não podem andar; nem emitem som algum com a garganta.” (Salmos 115:6-7)
Tendemos a igualar o ciúme com a mesquinhez e o egoísmo. Vemos como um vício, não como uma virtude. Quando Deus estava dando os Dez Mandamentos a Moisés e disse que era um Deus ciumento, não é desse tipo de ciúme que Ele estava falando. Podemos substituir o termo “ciumento” por “zeloso” para ajudar a nossa compreensão.
Deus é zeloso no amor d’Ele por nós e Ele quer que sejamos zelosos em nosso amor por Ele. Deus te ama e quer um relacionamento exclusivo contigo. Por exemplo, uma esposa não quer que o marido seja fiel a ela? Um marido não quer que a sua esposa seja fiel a ele? Um pai não se preocupa com o bem estar de seus filhos? Claro que sim.
Isto é essencialmente o que Deus estava dizendo quando falou a Moisés: “Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam” (Êxodo 20:5). Em outras palavras: “Eu quero o seu amor completo. Não quero que você se curve diante de outros deuses.”
Quando os israelitas adoraram o bezerro de ouro enquanto Moisés estava no Monte Sinai, eles racionalizaram seu comportamento dizendo que era “[…] uma festa dedicada ao Senhor” (Êxodo 32:5). Chame isso como quiser, mas era idolatria descarada. E uma pessoa que realmente conhece a Deus, que experimentou um novo nascimento e está vivendo em comunhão com Ele, não deve precisar de uma imagem ou representação alguma para orar. Algo não está certo quando alguns crentes sentem necessidade disso.
Isso é um problema, pois nos dá um falso conceito de como Deus realmente é. E se a imagem é falsa, o pensamento sobre Deus será falso e, finalmente, isso irá produzir um caráter falso.