Plenamente Deus e Plenamente Homem

“Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos, pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém sem pecado.” (Hebreus 4:14-15)

Antes que houvesse mundo, antes que houvesse planetas, antes que houvesse luz, antes que houvesse matéria, havia Jesus. Coigual, coeterno e coexistente com o Pai e o Espírito Santo, Jesus estava com Deus — e era Deus. João 1:1-2 nos diz: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus. Ela estava com Deus no princípio”.

Não podemos precisar o momento no tempo em que houve o princípio, pois João estava voltando no tempo até a eternidade passada. Ele estava voltando mais do que nossas mentes podem imaginar.

Jesus é Deus e deixou a segurança do céu. Ele entrou em nosso mundo, respirou o nosso ar, compartilhou a nossa dor e passou pelo que passamos. Ele era plenamente Deus e plenamente homem. Isso não quer dizer que tivesse capacidade de pecar; isso não podia nem havia de acontecer. Mesmo assim, Ele era humano. Estava num corpo humano, sentia emoções humanas, tinha limitações físicas, sentia dor de verdade. Era sangue mesmo o que corria em suas veias. Mesmo assim, Ele era divindade. Era Deus em forma humana.

Jesus não se tornou idêntico a nós, mas veio a identificar-Se conosco. Na verdade, não havia como Ele identificar-Se conosco mais de perto do que Ele Se identificou. Como Hebreus 4:15 nos lembra: “não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém sem pecado”.

Foi total identificação sem perda de identidade, pois Ele Se tornou um de nós sem deixar de ser Quem Ele era. Tornou-Se humano sem deixar de ser Deus. Jesus deixou o céu, viveu nossa vida e morreu nossa morte. Passou pelo que passamos — e muito mais.