Passando Pelo Getsêmani

“Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de tristeza e familiarizado com o sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima.” (Isaías 53:3)

Antes do Calvário, houve o Getsêmani. A tristeza que Jesus experimentou no Jardim do Getsêmani, na última noite antes da Sua crucificação, pareceu ser o ponto culminante de toda a tristeza que ele já tinha conhecido, o que aceleraria para o clímax do dia seguinte. O Getsêmani, próximo à crucificação, foi o momento mais difícil de sua vida. Ele foi submetido a um estresse de dimensões astronômicas.

Devemos nos lembrar disso em nossos momentos de solidão, quando nos sentimos como se tivéssemos sido abandonados por amigos ou talvez traídos até mesmo por nossa própria família. Quando você se sentir como se ninguém se preocupasse com você, tente imaginar o que aconteceu com Jesus. Ele experimentou tudo isso, não só a traição de seus próprios discípulos, não só as pessoas se voltando em massa contra Ele, mas também o próprio Pai virando o rosto para Ele durante aquele espaço de tempo em que Ele assumiu sobre si todos os pecados do mundo – passado, presente e futuro. Jesus esteve lá. Ele sabe como é.

Hebreus 4:15 nos lembra que “não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado”. Não pense que você está falando com um Deus que não se importa ou esteja desconectado. Pelo contrário, Jesus passou por isso. Ele sentiu. Ele sabe de tudo. É por isso que o versículo 16 diz: “Assim sendo, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade.”

Teremos Getsêmanis em nossas vidas, por assim dizer. Momentos em que a vida não faz nenhum sentido. É aí que precisamos nos lembrar que Jesus também passou por isso.